domingo, 17 de fevereiro de 2013

Primeira balsa elétrica será lançada em 2015 na Noruega

A Noruega pretende lançar a primeira balsa elétrica do mundo até 2015. A embarcação ligará as cidades de Lavik e Oppedal, separadas pelo fiorde de Sogn. A balsa terá capacidade para 120 veículos e 360 passageiros e, quando estiver fora de operação na doca, poderá ser recarregada em apenas 10 minutos.

Balsa elétrica deve começar a operar em 2015 (Foto: Reprodução/Dvice)

Com 80 metros de comprimento, a embarcação terá dois motores elétricos de 11 toneladas e atingirá uma velocidade de cruzeiro de 10 nós (aproximadamente 18 km/h). Para chegar a essa velocidade, a balsa precisará de apenas 440 kw da potência total de seus motores, que está estimada em 800 kw.
A potência é baixa quando comparada a uma balsa do mesmo tamanho movida a diesel. No entanto, a economia se explica pelo uso de alumínio em vez de aço na construção do casco e no desenho do barco, que prevê o uso de duas quilhas. Essas opções diminuem peso e arrasto da embarcação na água, possibilitando o uso de motores menos potentes.

O projeto é desenvolvido pela Siemens em parceria com o estaleiro norueguês Fjellstrand. As empresas acreditam que se forem bem sucedidas com a balsa elétrica, nascerá um novo nicho de mercado para embarcações menores totalmente elétricas dedicadas a trajetos curtos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conheça o Donut Dust

A frequente troca de lentes de câmeras DSLR pode fazer com que o corpo da máquina fotográfica fique exposto demasiadamente à poeira e outros tipos de sujeira. Pensando nisso, o fotógrafo Tyler Sterbentz desenvolveu o Donut Dust, um simples acessório cujo objetivo é proteger câmeras Canon deste desgaste.
Donu Dust instalado veda conexão entre lente e câmera (Foto: Divulgação)

O acessório é extremamente simples, porém bastante eficaz. Ele não passa de uma camada de borracha bem fina, semelhante a um elástico de prender cabelo, para você colocar em volta da parte da lente que se conecta à câmera. Com isso, o Donut Dust veda a possível entrada de gotas d’água, grãos de areia e poeira no interior da máquina.

O Donut Dust está em leilão no Kickstarter e alcançou a meta estipulada por seus idealizadores de uma maneira surpreendentemente rápida. Em apenas três dias, o acessório já havia arrecadado o triplo do pedido. Tyler Sterbentz queria US$ 2 mil (cerca de R$ 4 mil) e, com 37 dias ainda restando do projeto online, já tem pouco mais de US$ 6 mil (em torno de R$ 12 mil).

Por enquanto, o Donut Dust será fabricado somente para modelos Canon, mas também há planos de lançar o acessório para câmeras da Sony e da Nikon. O preço estipulado do acessório é de US$ 25 (R$ 50), porém quem fizer uma doação de US$ 20 (R$ 40) para o projeto no Kickstarter já garante uma unidade do produto.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bugatti elétrico

Um grupo de estudantes franceses recebeu a tarefa de criar um supercarro elétrico que despertasse o mesmo fascínio que o já clássico Bugatti Veyron cria. O resultado foi o Bugatti Type Zero, com linhas que remetem ao histórico Bugatti Type 35 dos anos 1920.

Projeto Type Zero se inspira no Bugatii Type 35 dos anos 1920 (Foto: Divulgação)

Se no passado o Bugatti rodava por conta dos esforços de um enorme motor de oito cilindros em linha, o Type Zero sairia da imobilidade graças aos esforços de quatro motores elétricos, dois para cada eixo. Infelizmente, os projetistas se preocuparam mais com a estética e não detalharam a potência do motor e os números de aceleração e velocidade que o Type Zero atingiria.

A falta de detalhamento, porém, não quer dizer que faltou esmero na hora de pensar a tecnologia empregada no automóvel. Como você pode ver nas imagens, os painéis laterais do Type Zero expõem as baterias. De acordo com o projeto, elas seriam removíveis, como num laptop, e adotariam a inovadora tecnologia de lítio-ar. Esse tipo de bateria foi desenvolvido e anunciado pela IBM em 2012. Ao contrário das baterias tradicionais, nela o ar reage com o lítio, criando peróxido de lítio e eletricidade. Além de mais leve e menos tóxica, estima-se que poderia garantir autonomia de 800 km a carros elétricos.
Além de belo, Type Zero esbanja tecnologia (Foto: Divulgação)

Superesportivo, o Bugatti carrega também sistemas de recuperação de energia cinética nas frenagens e tem a carroceria moldada em fibra de carbono. No cockpit, o piloto tem a seu serviço um belo painel com tela de LCD para informá-lo sobre o desempenho do carro.
Projeto francês se inspirou no Bugatti Type 35 de 1924 (Foto: Reprodução)

O Bugatti Type Zero é um exercício de design que se inspira livremente num dos símbolos da marca francesa, o Type 35. O carro histórico colecionou mais de 2 mil vitórias em apenas sete anos, numa época em que não havia Fórmula 1 e as corridas, normalmente, eram disputadas em rodovias por toda a Europa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Split

O Split é um aplicativo para iPhone, iPad e iPod touch desenvolvido para que duas ou mais pessoas possam fazer a divisão da conta do bar ou do restaurante de forma mais justa, baseado no que cada um consumiu. Desenvolvido pelos brasileiros da 2tap, a ferramenta possui um visual bonito, simples e bem funcional.

Com o Split é possível contas justamente (Foto: Divulgação)

Usar o Split é bem simples, basta selecionar as pessoas que estão com você a partir de seus contatos, adicionar os itens consumidos e seus valores, e depois atribuir quem consumiu o que. O Split faz a conta e ainda calcula a gorjeta automaticamente, evitando que o último a pagar acabe levando a pior.

Atualmente, o Split permite dividir a conta com até oito pessoas, mas a promessa é de que no próximo update seja possível adicionar mais amigos, inclusive fora da lista de contatos, e com a foto correspondente a cada um.

Disponível na App Store por US$ 1,99 (cerca de R$ 4), o aplicativo é compatível com qualquer dispositivo com iOS 5.1 ou posterior, e já está otimizado para a tela do iPhone 5.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Protótipo de smartphone

A empresa taiwandesa Polytron Technologies divulgou imagens do projeto de um novo smartphone totalmente transparente. A iniciativa pode parecer ousada, mas a fabricante prevê que os primeiros aparelhos chegarão às prateleiras ainda este ano. Se você acha que a tela flexível será a próxima grande revolução no mercado de smartphones, espere até conhecer este protótipo.

A partir da imagem ainda é possível visualizar a placa, os chips, cartão de memória e a câmera (Foto: Reprodução)

O novo smartphone apresenta corpo em vidro e uma pequena tela touchscreen, de fato, translúcidos. No entanto, é possível perceber, a partir das imagens, que o aparelho ainda não é totalmente transparente, já que a placa, os chips, o cartão de memória e a câmera permanecem visíveis.

Embora a utilidade de possuir um smartphone transparente seja discutível, é interessante entender algumas das tecnologias utilizadas no protótipo, principalmente a tela transparente sensível ao toque. Porém, de acordo com aPolytron, só o trabalho completo só será divulgado no final de 2013, quando o produto chegar oficialmente ao mercado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

High-tech

Que tal utilizar o banheiro de uma maneira diferente? Uma privada sanitária high-tech possui iluminação própria e até um controle remoto touchscreen para funcionar sozinha. O assento sanitário Numi, desenvolvido pela Kohler é diferente até no design: Enquanto as privadas convencionais são redondas, ela é quadrada.
Você sabe como será a privada do futuro? A Kohler pensou nisso pra você (Divulgação)

Além desse desenho que chama atenção, o assento vem acompanhado de um controle remoto touch que controla a descarga, limpa o ambiente e até abre a tampa da privada automaticamente.
A privada high-tech é mais quadrada do que as convencionais (Divulgação)

Um dos comandos diferentes que você pode fazer com a privada Numi inclui aquecer o assento antes de utilizá-lo. A ideia é evitar o choque térmico do seu corpo com a superfície fria do vaso sanitário. As opções de descarga, que incluem diferentes pressões, também permitem que o assento cause menos desperdício de água.
A privada high-tech Numi vem acompanhada de um controle touchscreen (Divulgação)

Com tantos recursos tecnológicos, a privada Numi teria qual preço? Ela custa US$ 6390. Sim, para ter um controle remoto touchscreen, aquecimento no assento e diferentes formas de dar descarga, a privada sai por mais de US$ 6 mil. Se ela é econômica no gasto de recursos e de água, o gadget ainda não é econômico no preço.
Numi é uma privada com iluminação própria (Divulgação)

Numi é um equipamento que poderia fazer parte das chamadas “casas inteligentes”, que podem ser controladas por smartphones ou gadgets com touchscreen. Se hoje essa privada é cara e inacessível para muitos, certamente num futuro próximo ela pode ser o equipamento padrão de moradias tecnológicas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BlackBerry Z10

O BlackBerry Z10 foi lançado há poucos dias, mas já teve a sua resistência testada em uma sequência de quedas. O aparelho foi jogado no chão de diferentes formas em pisos de vários materiais. Será que o novo top de linha da BlackBerry, antiga RIM, consegue resistir mais que a maioria dos smartphones touch do mercado?
O BlackBerry Z10 teve a tela trincada ao ser jogado no concreto (Foto: Reprodução/YouTube)

Jogado contra um piso de carpete, o BlackBerry Z10 não sofreu arranhões e nem deformações no acabamento. No entanto, um problema foi encontrado: A traseira do telefone ficou desencaixada, mostrando uma vulnerabilidade na montagem do aparelho. Quanto mais alto o celular era arremessado, mais a tampa traseira soltava.

Ao cair num piso de madeira, o Z10 também não sofreu dano algum. A resistência do smartphone nas quedas ocorre por conta dos materiais utilizados em seus componentes. Como sua carcaça é feita de plástico, ela contribui para que o celular não fique com arranhões ao cair em determinados pisos.

No chão de concreto, porém, o BlackBerry Z10 imediatamente ficou com marcas nas bordas e a traseira soltou com facilidade. Quando o smartphone foi jogado da altura da orelha de um dos responsáveis pela gravação, a tela trincou e deixou o smartphone completamente inutilizado, já que ele não possui nenhum botão físico além do display sensível ao toque.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Inteligência artificial

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tóquio conseguiu fazer com que uma mariposa macho controlasse um robô. O inseto conduziu a máquina ao andar sobre uma esfera com a base emborrachada, que detectava e reproduzia as direções tomadas. O sistema - que tem o mesmo princípio dos antigos mouses - envia os movimentos das patas para um processador, que o interpreta e, a partir dessas informações, move as rodas do robô.

Escolheu-se especificamente uma mariposa porque os machos apresentam um padrão muito preciso no seu caminhar quando detectam o feromônio das fêmeas. Primeiro, eles seguem em linha reta em direção ao seu objetivo, depois em ziguezague e, finalmente, dão uma volta completa de 360º – a chamada “dança do acasalamento”. Dois ventiladores de 40 mm foram utilizados para desviar o ar contendo o hormônio.

A "mariposa-motorista" em ação (Foto: Reprodução/ Dr. Noriyasu Ando)

Segundo o líder da pesquisa, Dr. Noriyasu Ando, o comportamento simples e robusto do rastreamento permite analisar os mecanismos neurais desde um único neurônio até o comportamento global do animal. "Em um segundo momento, criaremos um ‘cérebro artificial’, com base no conhecimento dos neurônios individuais do inseto e dos movimentos monitorados, para ser implantado em um robô”, concluiu o cientista.

A ideia desse estudo é também ajudar a desenvolver padrões de comportamento nos autômatos ao detectarem vazamento de gases e outras substâncias nocivas. Futuramente, o robô deve receber sensores altamente sensíveis, capazes de detectar não feromônios, mas os odores a serem rastreados.

“Ao observar o comportamento da mariposa teremos resultados que indicarão melhor a seleção de sensores e modelos quando aplicarmos o sistema sensório-motor do inseto em sistemas artificiais”, conclui o Ando. O estudo analisou o movimento de 14 mil animais e todos conseguiram guiar o robô da maneira esperada.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Celular de traficante

Um motorista de caminhão reboque, de 19 anos, foi a mais nova vítima da tecnologia na Flórida, nos Estados Unidos. Matthew Dollarhide, que na realidade era um traficante de drogas, vinha tendo uma conversa particular com um passageiro sobre venda de narcóticos, quando o seu celular, que estava no bolso, acidentalmente "ligou" para a polícia, que ouviu todo o papo.
O número da polícia foi digitado pela celular de
traficante (Foto: Reprodução/Phonearena)

O celular teria “digitado” 9-1-1 quando estava no bolso traseiro do rapaz, por coincidência. Ao receber a ligação, a polícia ouviu toda a conversa sobre a transação ilegal de drogas e descobriu que os criminosos estavam dentro de um caminhão de reboque. Então, bastou rastrear o sinal e procurar o veículo para que pudessem checar os fatos.

Matthew, então, foi surpreendido por um policial durante seu trajeto, sendo obrigado a parar no acostamento. A autoridade, então, simplesmente perguntou: “porque vocês estavam falando sobre venda drogas?”.

Matthew, então, acabou sendo detido e preso por tráfico de drogas. Além da evidência da ligação, o rapaz ainda carregava um cachimbo de crack. O que ele certamente não esperava, porém, é que seu próprio celular o tivesse traído.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Galaxy Note explode

Pela segunda vez em um ano, a bateria de um smartphone da Samsung explodiu de repente no bolso de seu proprietário. A nova vítima foi um coreano de 55 anos, morador de Icheon, no interior da Coréia do Sul. Ele carregava um Galaxy Note no bolso de sua calça junto com uma bateria extra, quando a explosão ocorreu. O homem ficou com queimaduras de segundo grau por toda a coxa direita.
Em outro caso, Galaxy S3 ficou bem queimado por
explosão repentina (Foto: Reprodução/AAJ)

Apesar de não ter recebido uma queixa oficial pelo caso, a Samsung se precipitou e já deu uma declaração oficial sobre o caso. De acordo com a companhia sul-coreana, este tipo de acidente não é tão raro de acontecer, já que dependendo das condições climáticas as baterias dos smartphones podem mesmo explodir.

“Baterias de íon de lítio podem pegar fogo devido a pressão externa ou mudanças abruptas de temperatura, mas ainda estamos tentando verificar o que realmente pode ter acontecido.", afirma a Samsung na declaração.

Em 2012, igualmente na Coréia, um Samsung Galaxy S2 explodiu no bolso de seu usuário causando também queimaduras bem severas. A vítima, porém, não foi só o dono do aparelho, mas também uma criança que o acompanhava.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

US$ 2,5 milhões

A General Electric está desenvolvendo um robô para auxiliar médicos em procedimentos pré e pós-cirúrgicos. O projeto visa a diminuir drasticamente o número de erros humanos e, assim, salvar vidas e poupar o orçamento dos hospitais, que em grande parte são direcionados ao tratamento de pacientes com infecção hospitalar.

GE está desenvolvendo robô inteligente para auxiliar médicos em cirurgias (Foto: Reprodução/Popsci)

A preparação da cirurgia é muito importante para evitar a contaminação do paciente por bactérias. Os pesquisadores, então, querem desenvolver um robô responsável por toda a esterilização do ambiente e dos instrumentos.
Tradicionalmente, profissionais capacitados ficam responsáveis pela preparação da cirurgia, limpeza e contagem dos instrumentos antes e depois da operação, o que demanda muito tempo. Com uma tecnologia de leitura de códigos e visão computadorizada, o robô poderá fazer o mesmo trabalho em menos tempo e menor custo.

O projeto, orçado em US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 5 milhões), deve evitar atrasos no início de cirurgias e agilizar a esterilização das salas após o procedimento, para que outros pacientes possam usá-las mais rapidamente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Fogos sob rodas

Na busca por inovar sempre nas fotografias, o americano Dave Lehl acompanhou um grupo de skatistas durante seus treinos e registrou imagens incríveis. Ele acoplou na parte de baixo das pranchas fogos de artifício para produzir faíscas e o resultado são fotos nas quais skates mais parecem pequenos foguetes nas manobras.

Fotógrafo americano registra rastro de luz da faísca debaixo do skate (Foto: Dave Lehl)

No vídeo onde mostra os bastidores do ensaio, Dave explica que para montar as imagens precisou fotografar os skatistas duas vezes. Na primeira, ele deixava o obturador da câmera aberto por mais tempo, fazendo uma longa exposição e conseguindo registrar o traço de luz produzido pelas faíscas.

Imagens foram montadas com duas fotos, uma com longa exposição e outra com flash (Foto: Dave Lehl)

Na segunda, usava o flash como em uma foto normal para congelar a imagem do skatista. Posteriormente, editava as duas fotos no Photoshop e mixava o rastro da faísca com o skatista fazendo a manobra.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Microchip

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, revelaram ter criado o primeiro circuito integrado capaz de transmitir dados em três dimensões. Ao contrário dos microchips atuais, que só permitem o tráfego de informações da direita para a esquerda, ou de frente para trás, este possibilita que o processo ocorra em várias direções. Isso poderia garantir uma capacidade adicional de armazenamento aos novos chips.
Dados podem transitar em três direções
(Foto: Reprodução/University of Cambridge)

Em suas experiências, os pesquisadores utilizaram um microchip spintrônico, que usa a propriedade magnética do elétron. Eles montaram várias camadas compostas de átomos de cobalto, platina e rutênio empilhados como se fosse um “sanduiche”.

A função dos átomos de cobalto e platina é de armazenar as informações digitais, enquanto os átomos de rutênio utilizam o giro (spin) dos elétrons e o campo magnético para enviar os dados para as camadas vizinhas, funcionando como mensageiro na comunicação entre as camadas. Dessa forma as informações podem trafegar entre as camadas de baixo para cima, o que não é possível nos microchips atuais.

O sucesso da experiência pôde ser comprovado através da visualização da informação trafegando entre as camadas empilhadas com uma técnica de laser chamada MOKE (Magneto-optic Kerr effect). Ela permite observar as alterações no reflexo da luz emitida por superfícies magnetizadas. Na medida em que os pesquisadores ligavam e desligavam um campo magnético, as informações digitais eram transferidas entre as diversas camadas do microchip utilizado.

O Dr. Reinoud Lavrijsen, um dos autores do artigo, comparou os microchips atuais a uma casa térrea, onde tudo acontece no mesmo andar, enquanto que com o novo chip 3D é como se tivessem sido criadas escadas permitindo a comunicação entre diversos andares.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aparelhos móveis vai superar o de pessoas em 2013

Os dispositivos móveis estão tão em alta atualmente que algumas previsões que antes pareciam impossíveis, estão cada vez mais próximas de se tornarem realidades. É o caso do resultado de uma pesquisa realizada pela empresa Cisco, que revela que o número de aparelhos móveis em todo o planeta vai superar o de pessoas neste ano de 2013.
Número de aparelhos móveis pode superar o de
pessoas em 2013 (Foto: Reprodução/WebProNews)

O estudo, realizado pela Visual Networking Index Global Mobile Data Traffic Forecast Update, decretou que não há nenhum sinal de uma diminuição do mercado mobile, pelo menos pelos próximos três ou quatro anos. A grande informação trazida pelo levantamento, porém, é o fato justamente de o número de aparelhos móveis superar o número de habitantes humanos na Terra em 2013.

Esta tarefa parece ser um pouco complicada, porém não impossível. Recentemente, foi divulgada uma pesquisa que mostra que a população mundial já é de aproximadamente sete bilhões de pessoas. Em 2012, havia mais de 1 bilhão de smartphones no mundo, e uma estimativa destacou que o número de telefones celulares inteligentes deve triplicar nos próximos anos.

Somando este 1 bilhão aos mais de 30 milhões de tablets e outros milhões de telefones móveis “comuns”, a diferença para o número de pessoas não está tão grande assim. E caso a estimativa de aumento realmente se comprove, certamente existe a possibilidade desta estatística passar, sim, da casa dos sete ou oito bilhões.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Robô capta o som exterior

Pesquisadores do Laboratório de Sistemas de Automação da Austrália, o CSIROO desenvolveram um robô que consegue passar despercebido. O dispositivo move-se sobre quatro rodas e usa o barulho do lugar onde está para transitar sorrateiramente.

Robô capaz de disfarçar sua presença com ajuda de som ambiente pode ser usado em guerras (Foto: Divulgação CSIRO)

A invenção, ainda sem nome, pode captar sons a 48 metros de distância. Ele é capaz de prever quanto tempo barulhos irão durar, e calcula, assim, seus movimentos para só se mover sem ser percebido.

Equipado com uma câmera, um scanner a laser, um computador interno e um sistema de detecção de som, ele também é capaz de mapear o terreno a frente para buscar áreas com sombra, o que aumenta mais a sua capacidade de camuflagem.

Com todas essas características, obviamente o robô será um acessório disputado para cenários de guerra, onde cada vez mais as máquinas fazem os trabalhos que antes eram dos homens.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

PC flexível

Com notebooks cada vez mais potentes, é comum os consumidores ficarem em dúvida quando vão comprar um computador. Para acabar com a indecisão, o designer Jeabyun Yeon imaginou como seria uma mistura de PC com um aparelho portátil.
Estrutura flexível do Pandora permite que ele seja usado como PC, notebook ou tablet (Foto: Divulgação/ Jeabyun Yeon)

Pandora, como foi batizado, é um PC notebook flexível pensado para as futuras gerações. A estrutura permite que a tela ganhe diferentes tamanhos de acordo com a preferência do usúario. No formato widesreen, o display atinge 21,6 polegadas e funciona como um PC normal. Já no modo notebook, a tela fica com 13 polegadas. O designer dá ainda a opção de utilizar o aparelho como um tablet, também com 13 polegadas.
Pandora pode ser usado de três modos diferentes (Foto: Divulgação/Jeabyun Yeon)

Com apenas 9 milímetros de espessura, o Pandora viria equipado com duas câmeras HD com 720p de resolução, entradas USB 3.0, microfone e sensor de luminosidade similar ao encontrado em smartphones. O teclado foi idealizado com a tecnologia 'pop-up', em que as teclas emergem de uma superfície lisa sempre que forem ser usadas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

JewelGram transforma foto do Instagram em joia

Dois amigos italianos criaram um serviço que transforma as imagens do Instagram em peças de joias feitas em ouro e prata. Batizado de JewelGram, o projeto está no site de financiamento coletivo Kickstarter para deslanchar de vez. Em 24 dias, eles precisam arrecadar aproximadamente US$ 29 mil (R$ 58 mil, em conversão direta) para iniciar a produção.

Modelo de anel em plástico é opção mais em conta do serviço JewelGram (Foto: Divulgação)

Anéis e cordões são as opções disponíveis com 25 mm por 25 mm de dimensão. O engenheiro Gianpiero Riva e o designer Michele Marzotto, idealizadores do serviço, garantem a qualidade das imagens impressas com uma resolução de 610dpi (ponto por polegada).
Cordão em prata traz impressa foto do Instagram em alta resolução (Foto: Divulgação)

Além das versões de luxo em prata e ouro, que custam entre US$ 60 e US$ 1 mil (R$ 120 e R$ 2 mil), o serviço também traz modelos em plástico, pelo preço bem mais acessível de US$ 15 (R$ 30). Confira a página dedicada ao JewelGram no Kickstarter.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Supercomputador

Com financiamento de US$ 1,6 bilhão, um grupo de mais de 200 pesquisadores europeus pretende simular o funcionamento do cérebro humano, e para isso, será necessário desenvolver um supercomputador cerca de mil vezes mais poderoso que os atuais.
O projeto quer simular um cérebro
humano (Foto: Divulgação)

O Projeto Cérebro Humano tem o objetivo de coletar e consolidar todas as informações conhecidas, produzidas por médicos e cientistas ao redor do mundo, relacionadas ao cérebro humano. Com essa informações e a ajuda de um supercomputador, os cientistas acreditam que será possível simular o funcionamento do cérebro. A pesquisa contribuirá para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e uma melhor compreensão de doenças neurológicas como o Mal de Parkinson e Alzheimer.

Além dos benefícios científicos no campo do conhecimento neurológico, a construção do supercomputador deve ajudar a desenvolver uma tecnologia totalmente nova nas áreas de computação e robótica. O projeto prevê a construção de novos sistemas de computação e robôs com base na arquitetura e nos circuitos cerebrais.
De acordo com o vídeo de divulgação do projeto, pesquisadores publicam anualmente cerca de 60 mil artigos relacionados ao cérebro. No entanto, a maioria é focada em uma pequena parte do cérebro: uma molécula, uma região, um mapa ou uma função. O Projeto Cérebro Humano iria integrar essas descobertas e criar modelos para explorar como os circuitos neurais são organizados e como dão origem ao comportamento e cognição.

O projeto está previsto para durar 10 anos e deve reunir pesquisadores de aproximadamente 80 instituições ao redor mundo. Além do pesquisadores europeus, o projeto irá contar com parceiros americanos e japoneses e será coordenado pelo neurocientista sul-africano Henry Markram da École Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL), na Suíça.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Transistor ‘invisível’

Pesquisadores da University of Maryland, Estados Unidos, imprimiram um transistor “invisível” em um papel transparente. A transparência do objeto é de 84% e ele ainda é flexível. O componente pode contribuir para a construção de hardwares com material reciclável, baseados em papel.

Transistor é invisível e flexível (Reprodução/Extreme Tech)

Os transistores que são produzidos através de impressoras precisam de uma tinta especial, que não pode conter manchas. As tintas condutoras ou semicondutoras de eletricidade são bem finas e qualquer imperfeição pode interromper o fluxo de elétrons que fazem o circuito funcionar.

Para não ocorrerem problemas na produção, os pesquisadores da Universidade de Maryland usaram o nanopaper, que é um papel criado a partir de polpa de madeira. Esse material foi tratado especialmente com enzimas. Ele tem uma estrutura mais lisa do que o papel normal e é mais forte e transparente.

Com o material do nanopaper, a equipe de pesquisa utilizou três cores para construir os transistores invisíveis. Primeiro, eles usaram uma camada de nanotubos de carbono e, em seguida, uma tinta dielétrica. Depois, foi inserida uma tinta semicondutora e outra camada de nanotubos. Esses nanotubos não funcionam apenas como eletrodos do transistor, mas também para formar sua estrutura.

Com essa composição, o transistor funciona mesmo se for encurvado. O componente invisível pode ser útil para compor displays e telas. No entanto, os cientistas ainda não descobriram uma forma de produzir o transistor em larga escala.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bateria do iPhone 4S vaza ácido

Uma executiva norte-americana foi a nova vítima de um "ataque" do iPhone. A gerente de marketing Shibani Bhuile afirma que a bateria do seu iPhone 4S derreteu "do nada", liberando um ácido que destruiu completamente seu telefone. Apesar da alegação, a Apple se recusou a repor o aparelho de graça, tendo pedido cerca de US$ 200 (R$ 400) para providenciar um novo telefone.

O iPhone 4S após o acidente (Foto: Reprodução/Quartz)

De acordo com a vítima, o derretimento do smartphone ocorreu de repente, quando o aparelho estava desligado e repousado na mesa de centro de sua casa. Shibani conta que sentiu um cheiro estranho de queimado e correu imediatamente para o aparelho, o qual ela pôde ver derretendo em cima do móvel.


“Eu peguei o telefone e ele estava muito, muito quente, e não era possível ligá-lo. Um minuto depois eu já não conseguia nem mais tocá-lo de tão quente. Eu entrei em pânico, achei que o iPhone iria explodir ou algo parecido”, conta a gerente de marketing.
Shibani, então, abriu a tampa do telefone e encontrou uma bateria de lítio completamente derretida. Sua mão também se queimou durante o processo. Segundo a vítima, a Apple se recusou a trocar seu telefone pois ele já havia vencido o ano garantida que é oferecido pela empresa. Até o momento, porém, a Apple não emitiu nenhuma nota sobre o caso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Velocímetro que avisa quando limite é ultrapassado

Os designers chineses Gao Fenglin e Zhou Buyi desenvolveram um protótipo de velocímetro que indica por cores se o motorista ultrapassou a velocidade máxima permitida na estrada. Sensores equipados com GPS se comunicam com satélites e detectam a localização do carro. Baseado nisso, o aparelho identifica o limite permitido de acordo com a rua ou estrada em que o condutor estiver dirigindo.

Luz vermelha indica que motorista ultrapassou velocidade permitida (Foto:Divulgação/Speed Guard)

A cor azul no visor mostra que o automóvel não excedeu a velocidade - e não há riscos de multas. Quando o ponteiro do velocímetro ultrapassa o limite estipulado, a área excedente é preenchida em vermelho, indicando claramente que o veículo está andando mais rápido do que o autorizado. A invenção rendeu à dupla chinesa o prêmio de design Red Dot Award de 2012.

domingo, 27 de janeiro de 2013

IPads viram arma de técnicos para desenhar jogadas

Pioneiro no uso de playbooks digitais, o Baltimore Ravens trocou cadernos de jogadas tradicionais por iPads para desenhar e estudar os lances que farão em campo. E caso vença a final da NFL, o famoso SuperBowl XLVII, disputada neste domingo (03) em New Orleans, Estados Unidos, a equipe vai ficar em débito com a tecnologia.
Equipe do Ravens usa iPads para desenhar as jogadas (Foto: Divulgação)

A ideia de digitalizar as jogadas é antiga, porém muitos times não conseguiram fazê-la sair do papel porque os atletas não se sentiam muito à vontade para carregar laptops pesados para cada jogo. Então, com a chegada dos tablets, o Ravens foi o primeiro adotar a estratégia, ainda na temporada 2011, e virou referência na liga. Os iPads ficam equipados com um aplicativo especial para ver as jogadas, e bloqueados para qualquer outro tipo de uso.

“É até chocante o quão pouco estes times têm usado tecnologia”, avaliou Bob Paulsen, co-fundador e CEO da PlayerLync, uma das empresas responsáveis por desenvolver o aplicativo GamePlan, que está nos tablets dos times.

Com o app para iPad, os treinadores desenham as jogadas e disponibilizam para que os atletas possam ver em qualquer lugar. Além do Baltimore Ravens, equipes como Broncos, Packers, Bears, Bengals, Chargers e Colts também usam playbooks digitais. O Niners, adversário do Ravens no SuperBowl, não se pronunciou sobre o caso. De acordo com Paulsen, depois que as equipes começaram a entender a praticidade e os benefícios dos apps para a iPad, elas começaram a evoluir. Ele explica que vem recebendo cerca de três ligações por dia de clubes interessados na tecnologia.

“Quando eles começarem a mudar a forma de trabalhar, com as vantagens que a tecnologia permite, eles darão grandes passos para frente. A maior parte dos times que chegou aos playoffs (finais), por exemplo, já usa este tipo de recurso”, destacou.

Os playbooks, ou livros de jogadas, são fundamentais no futebol americano. Cada tipo de lance que se vê em campo é resultado de algo previamente ensaiado e desenhado no iPad de cada equipe. O quarterback, jogador que recebe a bola para dar início a uma determinada jogada, é o responsável por “chamar a jogada”, ou seja, escolher uma delas e passar as instruções para os companheiros. Antes dos iPads, realmente os desenhos das táticas eram feitos em “cadernos de jogadas”. A digitalização, claro, facilita bastante as coisas tanto para a comissão técnica como para os jogadores.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Aplicativos para o carnaval

Uma das datas mais esperadas do ano está chegando. Na próxima sexta-feira (8), será dada a largada oficial para o Carnaval 2013. E, pensando nisso, o TechTudo preparou uma lista com aplicativos que podem ajudar os foliões a se programarem melhor neste feriado.

Algumas aplicações foram desenvolvidas especialmente para quem adora uma folia. Com elas, você fica por dentro do calendário, horário e lugar de todos os blocos, trios e Escolas de Samba dos Carnavais mais famosos do Brasil e do Mundo.

Carnaval em Salvador

Todo ano, em Salvador, milhões de pessoas vão às ruas pular Carnaval. E, se este ano, você vai estar no meio dessa multidão, vale a pena se programar para não perder nem um minuto de festa.

Com Onde está meu Trio?, você fica por dentro do horário, local e itinerário do trios elétricos da cidade. Além disso, o aplicativo fornece informações de serviços, como postos de saúde, delegacias e pontos de táxi.

A aplicação, disponível para iOS e Android, funciona em tempo real por meio de tecnologia GPS e está integrada ao Facebook. Você pode compartilhar fotos com os amigos e visualizar as imagens da galera durante a folia.
Programe-se para o Carnaval de Salvador com Onde está meu Trio? (Foto: Reprodução/ Paula Carvalho)

Divirta-se no Rio de Janeiro

De acordo com a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), em 2012, o Rio reuniu mais de 5,3 milhões de pessoas no Carnaval de rua. E para este ano, a expectativa é ainda maior. Então, é melhor se planejar.
O Globo Carnaval 2013 (Foto: Reprodução)

O aplicativo O Globo Carnaval 2013 informa os detalhes dos ensaios, blocos, roteiro dos desfiles e, até mesmo, as letras dos sambas-enredos. Com ele, é possível também acompanhar as notícias sobre toda a festa, diretamente da redação do Jornal O Globo, em tempo real.

Os apps Catraca Livre e Folião seguem a mesma linha e apresentam funções bem semelhantes. No Folião, você ainda pode confirmar a sua presença nos eventos. Para isso, basta clicar em “estou mais certo do que o bloco”. Depois, é só checar quais dos seus amigos também confirmaram e encontrar com eles por lá!

As aplicações estão disponíveis tanto para iOS, quanto para Android. Com exceção do Folião, que só apresenta versões para dispositivos da Apple.

As cidades de Recife e Olinda também são destinos clássicos para passar o Carnaval. E, por isso, os aplicativos Carnaval Recife 2013, Carnaval PE (ambos desenvolvidos para Android) e PE no Carnaval (apenas para iOS) podem ser uma “mão na roda” na hora de se planejar da melhor maneira.

O diferencial do Carnaval Recife 2013 é a aba "Polos", onde as festividades são divididas por gosto. Assim, é mais fácil achar o evento que mais tem a sua cara! Já no Carnaval PE, o mais interessante é o tópico "Minha Agenda", em que você pode montar uma planilha com os blocos que mais te agradam.

Todos os três fornecem as programações dos blocos que desfilam pelas ruas e informações de serviços públicos. Além disso, são integrados às redes sociais.

Outros dois aplicativos que prometem ajudar (e muito) a galera durante a festa mais popular do planeta são o Globeleza, que abrange as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, e o TIM Carnaval, que engloba Rio, São Paulo, Salvador, Recife o Olinda. Com o Globeleza, basta apontar a câmera do seu celular para uma direção, que ele identifica as atrações mais próximas de onde você está.

Nunca foi tão fácil se programar para o Carnaval. Faça o download da aplicação que oferece as melhores informações para você e caia na folia!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Base lunar

A Agência Espacial Europeia (AEE), em uma parceria com a empresa de arquitetura Foster + Partners, desenvolveu um projeto em que utilizaria a impressão 3D para construir uma base lunar segura, barata e rápida de ser montada. Com criatividade e recursos disponibilizados pelos arquitetos, os pesquisadores da AEE conseguiram elaborar um esboço para uma possível estação no satélite natural.

Esboço da base lunar criado pela AEE (Foto Divulgação/ESA)

Os alicerces deste plano estão na utilização de uma impressora 3D, que utilizaria o próprio solo da Lua como matéria-prima. Além do baixo custo e da ligeireza na edificação, o terreno lunar seria um revestimento ideal, devido à sua eficácia contra a radiação espacial e pela estabilização da temperatura.
Projeto do interior da base lunar (Foto: Divulgação/ESA)

Por dentro, a estação seria revestida por um material inflável e devidamente pressurizado. Dessa forma, durante o período de produção, só se levaria para o satélite as impressoras, materiais infláveis e conectores, que corresponderiam a 10% do necessário para que o abrigo lunar fosse construído – o restante já está lá.

Nos testes realizados utilizou-se uma rocha basáltica de um vulcão da Itália que tem 99,8% de semelhança com o solo lunar, produzindo até dois metros cúbicos de material por hora. Foram modelados blocos, com estruturas parecidas a uma parede celular, que agiriam como escudos contra meteoros e radiação espacial.
O protótipo da impressora 3D (Foto: Divulgação/ESA )

Segundo a AEE, seria possível montar a estação inteira em apenas uma semana. Mas apesar do projeto simplificar muito a logística, ainda é necessário procurar saídas para outras adversidades, como a enorme variação de temperatura na superfície do satélite e as maneiras de filtrar a poeira lunar – extremamente prejudicial, se inalada.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avião elétrico

O designer Daphnis Fournier projetou o Ecologic Airplane, veículo que possui um avião para passageiros com motores elétricos e depende de um balão inflável para decolar. A ideia de inflar uma parte da aeronave surgiu para reduzir o gasto de energia necessário na hora de levantar voo, momento em que os aviões atingem aceleração máxima e maior consumo de combustível.

Como grande parte da sustentação da aeronave viria da parte inflada, não há necessidade de asas e perfil mais aerodinâmico (Foto: Reprodução/Yanko Design)

Para vencer a gravidade terrestre no momento da decolagem, Daphnis pensou em um sistema que se assemelha aos antigos dirigíveis da década de 1930. O projeto conceitual de Daphnis não especificou o tipo de gás a ser usado para inflar o balão. Nos anos 1930, usava-se o altamente volátil hidrogênio, o que causou um desastre em 1937, quando os 200 mil metros cúbicos de hidrogênio do Hindenburg transformaram o aparelho em uma enorme bola de fogo, causando a morte de 36 pessoas.

Uma vez no ar, o Ecologic Airplane teria empuxo gerado pelo conjunto de quatro turbinas. Elas funcionam da mesma forma que os motores presentes hoje em aviões de passageiros. A única diferença está na forma como essas turbinas são movidas: sai o combustível de aviação e entra em cena a energia elétrica.

De acordo com Daphnis, em sua página oficial, toda a eletricidade necessária para fazer o Ecologic Airplane voar viria de paineis solares posicionados no topo da porção inflável da aeronave. A luz do sol, convertida em eletricidade, seria armazenada em baterias e gasta conforme as necessidades do voo. Caso o projeto, um dia, torne-se realidade, o Ecologic Airplane seria um avião de passageiros que, virtualmente, não faria nenhuma emissão de poluentes.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ladrão leva iPhone de menina

Um caso no mínimo curioso ocorreu no estado americano de Nova Iorque no fim do ano passado. Um iPhone foi roubado de uma jovem de 16 anos por três rapazes, porém, quando um dos assaltantes tentou vender o aparelho, acabou sendo roubado, também. Tentando reaver o celular, o ladrão prestou queixa à polícia, mas foi reconhecido na delegacia e depois detido.

iPhone é cobiçado pelos ladrões nova iorquinos
(Foto: Reprodução)

Todo caso iniciou-se no Prospect Park, onde uma jovem de 16 anos andava com seu iPhone 4S até ser abordada por três outros jovens, que levaram seu celular. Após o roubo, a menina fez uma queixa a dois polícias que passavam. Tentando encontrar os rapazes, os policiais fizeram uma ronda com a menina pelo local, mas não obtiveram sucesso.

Enquanto os policiais procuravam os meninos, em outra parte da cidade um dos delinquentes tentou vender o iPhone para um homem na rua. Porém, o possível comprador, identificado como Jean Louis Colsun, acabou roubando o aparelho do jovem. O rapaz, indignado, fez uma queixa a um policial que estava pelas redondezas, que conseguiu prender Jean Louis. Os dois, então, foram levados à delegacia para formalizar a queixa.

Só que, do outro ponto da cidade, onde se encontrava a primeira vítima, os policiais resolveram ligar para o iPhone roubado, e foram surpreendidos quando um outro policial atendeu. A jovem, então, foi levada a delegacia onde o primeiro e o segundo ladrão estavam. Lá, ela reconheceu o rapaz como um dos três delinquentes que a roubou no Prospect Park.

Para confirmar as informações, já que os dois jovens alegavam ter sido roubados, foi pedido que a menina e o rapaz tentassem desbloquear o iPhone. Como era de se esperar, a menina conseguiu desbloqueá-lo, enquanto o rapaz não fazia ideia da senha. Ele acabou sendo preso, juntamente com Jean Louis, o senhor que o havia roubado posteriormente.

Roubar iPhone já é uma prática frequente em Nova Iorque, e chegou a alcançar quase 16 mil casos no ano passado, respondendo por 14% de todos os crimes da cidade. Um dos motivos para o smartphone da Apple ser tão cobiçado é o fato do aparelho ser facilmente reprogramado para ser vendido no mercado negro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pular a cerca

O celular F-Series, da Fujitsu, foi lançado em 2002 no Japão, mas ainda faz muito sucesso no país até hoje. Isto porque o aparelho é conhecido como o "celular da infidelidade", pela sua total discrição quanto está no "modo privacidade": só é possível identificar que chegaram mensagens ou chamadas por conta de uma sutil mudança na cor dos indicadores de nível de bateria e sinal da antena.
F-Series, da Fujitsu, é considerado o "celular da
infidelidade" (Foto: Divulgação)

Além disso, mensagens de texto, ligações recebidas e mensagens de voz só podem ser acessadas a partir de uma combinação secreta que, ao contrário da tela de bloqueio do seu celular, não é solicitada em nenhum momento. Assim, quem vai dar aquela olhada no celular do companheiro não tem a sensação de que ele está escondendo algo, pois nada está bloqueado. O dono do celular, no entanto, só precisa entrar com um código para acessar o conteúdo invisível.

De acordo com Takeshi Natsuno, um executivo da maior operadora de celular do Japão na época do lançamento do F-Series, o modo de segurança do modelo foi criado pensando nos casais que se separaram depois que uma das pessoas acessa o dispositivo do parceiro e descobre algum caso de infidelidade.

Em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal, os usuários do aparelho da Fujitsu garantem que não o trocariam por nenhum novo modelo de qualquer outra fabricante. Segundo eles, aplicativos que prometem garantir a discrição do usuário não prestam seus serviços à altura do velho F-Series.

Mesmo com todo esse sucesso no Japão, os aparelhos F-Series, para alívio (ou tristeza) dos brasileiros, nunca chegou ao restante do mundo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Imagens bizarras

Sabe aquela sensação constante de incerteza, que você acha que alguma coisa sempre pode dar errado? Essa foi a inspiração do fotógrafo Kerry Skarbakka da série “The Struggle to Right Oneself”, em que ele aparece prestes a cair em vários cenários. A ideia surgiu após os atentados de 11 de Setembro e a morte da mãe de Kerry. Ele conta que começou o projeto para lidar melhor com a dor e a insegurança.

Foto mostra Kerry Skarbakka caindo do alto de uma escada (Foto: Kerry Skarbakka)

“O filósofo alemão Martin Heidegger disse que a existência humana é uma experiência de queda contínua, e é papel de cada um conseguir de levantar no meio de tantas incertezas”, explica o fotógrafo em seu site. Para ele, o ensaio é uma resposta a essa delicada situação (de queda).
Fotógrafo registra tombo durante o banho (Foto: Kerry Skarbakka)

Preocupado em fazer o menor uso de edição possível, Kerry está mesmo prestes a levar um tombo nas fotos, mas tudo com uma certa segurança. Ele lançou mão de equipamento de montanhismo para conseguir se pendurar e dar a impressão de que depois do clique foi de cara no chão.

Ele confessa que a altura real de onde fez os registros não resultaria em mais que um pequeno hematoma, mas que quando nenhum dos seus truques funcionava, teve que usar um editor de imagens para tornar as fotos mais reais.
Kerry Skarbakka leva tombo de bicicleta em passeio no parque (Foto: Kerry Skarbakka)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Thomas Barbèy

Um olhar desatento e você pode pensar que as imagens produzidas pelo artista Thomas Barbèy não passam de montagens digitais. Todas as fotos, porém, são resultado de manipulações artesanais feitas por ele em sua câmara escura para revelações, sem uso doPhotoshop.
Zebras e teclas de um piano se confundem na montagem de Thomas Barbey (Foto: Thomas Barbèy)

As imagens são capturadas com os modelos analógicos Mamiya RB 67 e Canon AE-1s 35 mm film SLR. Thomas, natural do Havaí, Estados Unidos, explica em seu site que o design de cada foto é fruto de uma seleção cuidadosa de procedimentos na hora da revelação.

“Os negativos são combinados e a ampliação é feita simultaneamente, ou planejo a dupla exposição na própria câmera, ou uma combinação de tudo isso”, explica o artista, lembrando que cada negativo montado é único e suporta um número limitado de cópias.
Rua movimentada "passa" pela base de uma árvore (Foto: Thomas Barbèy)

Inspirado pelos grandes artistas René Magritte, Escher e Dean Roger, Thomas conta que suas criações passam pelo teste de “Mas e aí?”. “Se uma combinação de dois ou mais negativos não me tocar ou nao tiver algo de peculiar, jogo fora. Às vezes o resultado pode ser frustrante”.
Cavalos se confundem com a neve das montanhas em montagem (Foto: Thomas Barbèy)

Mas a julgar pelos efeitos surrealistas causados por suas obras, a inspiração do havaiano vai bem. “Algumas vezes já venho com uma ideia pré-concebida e tanto materializá-la de forma que funcione. Em outras tudo é meio por acaso, e quando a imagem surge o conceito ainda precisa ser definido.”

sábado, 19 de janeiro de 2013

ARGUS

Com a resolução de 1,8 gigapixel, uma supercâmera militar foi criada para ser usada em missões de espionagem em tempo real, e aponta para as novas tendências do mercado da fotografia digital.

A DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), uma agência do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, desenvolveu um sistema autônomo de vigilância em alta resolução e em tempo real chamado ARGUS-IS.

A soma das imagens produzidas pelas câmeras do ARGUS (Foto: Reprodução / PetaPixel)

O projeto todo custou $ 18,5 milhões e demorou 30 meses para ficar pronto. Mas a maior novidade é sua supercâmera, que ainda não foi exibida para os civis, e possui a altíssima resolução de 1,8 gigapixel, produzindo em torno de 1 exabyte (1 milhão de terabytes) em imagens por dia.

Em uma aeronave há 6 quilômetros de altitude, o ARGUS pode cobrir uma área de até 40 km2, podendo suas câmeras distinguir objetos com o tamanho de até 9 cm2. Com essa capacidade absurda de ampliação, o sistema consegue identificar nitidamente elementos móveis, melhorando a precisão em missões de reconhecimento ou de ataque a zonas hostis.

Como grande parte das tecnologias atuais é produto direto de experimentos e equipamentos que antes foram de uso exclusivo dos militares, é possível prever um forte aquecimento do mercado da fotografia, quando essa tecnologia for disponibilizada aos civis.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nanorevestimento que promete impermeabilizar gadgets e roupas

Desenvolvido pela empresa P21, o Aridion, é um polímero que age como um revestimento nanotecnológico que repele quase todos os líquidos ao ser pulverizado sobre uma superfície sólida.

Nanorevestimento promete garantir o funcionamento de gadgets mesmo embaixo d'água (Foto: Divulgação)

Patenteado desde a virada do milênio, o produto começou a ser patrocinado pelo Ministério de Defesa britânico no inicio de 2011 com o fim de melhorar os uniformes militares, tornando-os mais resistentes a agentes líquidos e ameaças químicas.

Com 50 nanômetros de largura, o Aridion age fazendo com que o líquido tome a forma de grânulos ao entrar em contato com o objeto, o que evita a sua absorção pelo superfície sólida. Desta forma, qualquer artefato que receber o tratamento de revestimento com Aridion continuará intacto. “Você não nota qualquer mudança, mas ao deixar o objeto cair na água ele irá afundar mas saíra seco. E o mais importante, o conteúdo interno também estará protegido e não sofrerá corrosão”, explicou Stephen Coulson, engenheiro que desenvolveu a tecnologia, em entrevista à CNN.
De acordo com o cientista, o Aridion além de impermeabilizar, ainda aumenta a proteção da superfície sólida do fogo e de agentes microbiológicos. Assim, a tecnologia possuiria uma grande vantagem sobre o revestimento com máscara de íon.

Já existem máquinas com o Aridion em mais de cem grandes centros de produção em todo o mundo. Recentemente a Motorola implantou a tecnologia em 10 milhões de seus mais recentes aparelhos. A P2I faturou em torno de US$ 20 milhões em 2012, e está divulgando e vendendo sua invenção não só a fabricantes de telefones celulares e outros eletroportáteis, como também ao setor de vestuário e calçados.

Com o objetivo de continuar expandindo a utilização do revestimento, a P2I planeja vender o Aridion para manufaturados que sofram redução do desempenho com os efeitos da intrusão de líquido, como bolas de tênis, pranchas de surf e carros de corrida.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Supercomputador

A Universidade de Stanford, nos EUA, ultrapassou a marca de 1 milhão de cores de processamento em um supercomputador. O IBM Blue Gene/Q Sequoia suporta exatos 1.572.864 núcleos de processadores, que funcionam em conjunto com 1.6 petabytes de memória. A supermáquina é usada para simulações complexas do comportamento dos fluídos e os dados são muito úteis para a indústria aeronáutica.

Supercomputador IBM Blue Gene/Q Sequoia quebrou recorde (Foto: Reprodução/ExtremeTech)

Uma das principais aplicações do volume de informações colhidas a cada simulação do supercomputador é fornecer subsídios a engenheiros para que eles criem motores de aeronaves mais silenciosos. Como as turbinas de aviões atuais funcionam, basicamente, sugando e expulsando ar, que é um fluído, os dados extremamente precisos permitem que novos designs e aprimoramentos nas turbinas sejam testadas dentro do computador. Assim, não há a necessidade de desenvolver protótipos. Além disso, vale lembrar que não é possível entrar dentro de uma turbina para vê-la em funcionamento.

Pesquisadores resolveram problema causado por grande volume de dados

Em termos de computação, há uma tendência a achar que mais é melhor. Mais memória, mais núcleos, mais processadores tenderiam a aumentar a capacidade de um sistema. Contudo, quando se fala na casa do milhão e meio de núcleos de processamentos, problemas começam a mostrar que, nem sempre, muito mais é melhor.

Supercomputadores funcionam quebrando porções matemáticas de problemas complexos. Cada pedaço dos cálculos pesados realizados pela máquina é endereçado a um grupo de processadores, que computa os dados e entrega os resultados no dispositivo de saída. Esse princípio faz com que soe natural que o supercomputador com 1,5 milhão de processadores seja melhor do que aquele com 500 mil.

No entanto, até o IBM Blue Gene/Q Sequoia de Stanford ser desenvolvido, havia um problema: surgia um gargalo de dados quando o computador chegava a um valor próximo de 1 milhão de processadores. Tantos núcleos funcionando a altas velocidades geravam um volume de dados tão grande que o sistema chegava a um bloqueio. Isso acontecia porque os softwares que operavam máquinas com milhões de núcleos não eram refinados o suficiente para dar vazão a tanta informação.

Em Stanford, esse problema foi resolvido com uma complexa reengenharia diretamente no código do software e no processamento dos dados. O resultado proposto foi o CharLES, um tipo de sistema operacional, digamos assim, capaz de aproveitar todo o poderio dos 1,5 milhões de cores do supercomputador.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Homem invisível

Muitos artistas fazem de tudo para serem vistos e reconhecidos por suas obras. No caso de Liu Bolin, quanto menos as pessoas o virem, melhor. Conhecido como o “homem invisível”, o chinês se especializou na arte da camuflagem e, graças à pintura em seu corpo, desaparece quase totalmente em fotos feitas desde 2009.

Liu Bolim desaparece em meio a parede com celulares (Foto: Liu Bolin)

Em sua nova exposição, “Hiding in the City”, exibida atualmente na galeria Eli Klein Art, em Nova York, Bolin apresenta uma coletânea de seus melhores registros. Vestindo um sobretudo, o artista espera pacientemente que sua equipe pinte cada detalhe de acordo com o fundo que será utilizado em cada foto.

De uma parede repleta de celulares, um muro com grafite ou uma estante com pandas de pelúcia, o homem com “poderes” de camaleão quase desaparece diante dos olhos dos espectadores. Liu passa aproximadamente 10 horas até que uma de suas pinturas seja finalizada e a foto possa ser registrada.

Bolin explica que sua arte surgiu como protesto após a destruição da vila de artistas Suo Jia, em Pequim, em 2005. O local tinha uma das maiores concentrações de culturais da Asia. “Cada um escolhe sua maneira de entrar em contato com o mundo. Eu escolhi me misturar”, diz o artista.
Muro com grafite serve de fundo para foto do artista chinês (Foto: Liu Bolin)
Pandas em prateleira viram estampa da roupa de Liu Bolim (Foto: Liu Bolin)